sexta-feira, 26 de abril de 2013

Deficiência, emprego e o "bate punho"


Um dos meus maiores desejos neste momento, é o de querer arranjar um trabalho para poder organizar a minha vida como deve ser. Ter a minha independência financeira e provar que posso ser útil para com a sociedade onde estou inserido. É este ”pequeno” grande detalhe que me está a encravar a realização de outros sonhos/projetos pessoais.

Quando falo com várias pessoas sobre esta minha (enorme) vontade de arranjar trabalho, chovem palavras de lamentações e de justificações com a atual situação económica do país e que não está fácil para ninguém. Como cidadão atento que sou, bem sei que a coisa no nosso país está extremamente complicado para toda a gente. Há muita gente que quer trabalhar e não consegue arranjar, outros têm que abandonar o seu país e a sua família para conseguir ganhar o ganha pão lá fora, outros pura e simplesmente não quererem qualquer tipo de trabalho; há ainda patrões que se aproveitam desta tão falada “crise” para justificar despedimentos e outras maroscas pouco dignas no respeito para com o ser humano. Sei disto tudo.

Há aí um sujeito que foi “promovido” pela sociedade a vedeta e pelo governo quase a herói nacional do empreendedorismo só por ter dito num programa de televisão que os jovens precisavam “bater o punho” para arranjar trabalho e não se limitar a ficar em casa à espera que caía algo do céu. Eu até concordo em parte com esta personalidade, o que não me cai bem é o facto de ele saber que há pessoas que se fartam de andar a correr mundo à procura de oportunidades e, depois, não têm quem lhes dê essa oportunidade. Não é por falta de “batimento de punho” que eles não conseguem. Além disso, há ainda aqueles que conseguem algo e sujeitam-se a ser uns verdadeiros escravos das empresas, a receberem por recibos verdes, muitas vezes nem metade do ordenado mínimo tiram e que nem para as despesas dá. É para isto que ele diz para se bater punho?

Há também outros casos, na qual eu me autoincluo, que mesmo antes da dita “crise” ter aparecido, já viviam em crise desde sempre. Apesar de terem um percurso académico assinalável (algo que o “bate punho” diz que não interessa para nada. Se assim é, então para que existem as Universidades?), não têm quaisquer hipóteses de mostrar à sociedade de que são capazes de serem produtivos e que podem contribuir ativamente para o desenvolvimento económico e social do nosso país. Quando algum ser portador de deficiência aparece nos meios de comunicação social a mostrarem os seus feitos e as suas conquistas, toda a gente fica boquiaberta com tamanha força da natureza. Mas e dar-lhes oportunidade para eles conseguirem singrar profissionalmente? Onde estão os direitos destes seres que apesar de terem algumas limitações, tenho a certeza de que desempenhavam mais e melhor as tarefas atribuídas a eles do que muitos ditos “normais”?

Podemos ser diferentes fisicamente, mas somos mais empenhados em não desistir dos nossos sonhos e objetivos. Deem oportunidade a esta gente para provarem do que é capaz. Deem-me uma oportunidade de sentir-me útil para com o meu país (apesar de ele pouco merecer), deem a oportunidade de conseguir a minha independência financeira e seguir para os meus outros sonhos/objetivos pessoais.  

Se tirarem a letra “D” à palavra ”deficiente”, ficam com o verdadeiro adjetivo de todos que são como eu. Somos Eficientes!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A demissão do Pindérico do "Dr." Miguel Relvas

Hoje, quase dois anos depois de lá ter entrado, o até então Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, "Dr." Miguel Relvas, pediu a demissão do governo. Após o escutado com toda a atenção a sua declaração pública e ouvir dizer, como justificação da sua demissão, que já não tinha condições anímicas para continuar, fiquei com a sensação de que só abandonou o cargo porque foi literalmente obrigado a fazê-lo. 

Esta minha conclusão é simples de se justificar. Basta ouvir o que o ex-Ministro disse durante 7 minutos para se perceber isso mesmo. Parecia mesmo uma criança quando está embirrada porque se lhe tirou algo que gostava muito. 

Por um lado começou por dizer todas as grandes decisões (para ele) que ele tomou ao longo dos dois anos que esteve no poleiro. Depois, e do outro lado da moeda, aproveitou para dar bem nas orelhas a Pedro Passos Coelho. Dizendo de forma bem explicita que se este este foi eleito Presidente do PPD/PSD foi graças ao empenho e trabalho árduo que ele (Relvas) teve e que o mesmo se passou com a eleição para Primeiro-Ministro. Deu a entender que se não fosse este empenho, Passos Coelho não estaria onde está agora. 

Das duas uma: ou foi Passos Coelho que empurrou Relvas para fora porque este era um dos maiores motivos pelo descrédito que este governo caiu na opinião pública geral; ou, por outro lado, Paulo Portas pressionou forte e feio Passos Coelho a fazer cair o seu braço direito senão quem caía era o governo. Sinceramente, opto pela última hipótese. Porquê? Vejamos então: o discurso birrento de Miguel Relvas mostra muito bem o mau estar que existe por ali. Relvas sentiu-se desprotegido pelo amigo Coelho e desatou a dar nas orelhas dele publicamente, lembrando-lhe que se ele é Primeiro-Ministro de Portugal foi graças a si e como tal devia tê-lo protegido mais e conservado o seu lugar no poleiro.

Esta birrinha de Miguel Relvas só mostrou, mais uma vez que é um Pindérico do mais alto nível e o quanto lhe custa largar o poder conquistado.

Outra coisa que me fez impressão na declaração de Miguel Relvas, foi o simples facto de ele gastar o seu latim durante 7 minutos e não ter apresentado qual o motivo que o levou a demitir-se. Penso eu que todos os portugueses tinham direito a saber o que leva um ministro a renunciar ao cargo que ocupou. O motivo da "falta de força anímica" não chega. Ainda para mais quando o foco do seu discurso depois de dizer isto, foi de elogiar o trabalho feito por si e de dar recados ao Pedrito.

Especular, como muitos comentadores políticos já fizeram e vão fazer, que esta demissão está directamente relacionada com o caso da sua pseudo-licenciatura é uma falácia. Não foi o próprio Primeiro-Ministro que disse - quando a polémica estalou - que este assunto era um "não assunto"? Se é um "não assunto" não se pode usar este motivo como o que levou a esta demissão. Além disso, o relatório sobre a sua (não) licenciatura já estará nas mãos do Ministro da Educação há dois meses. Porque tanto tempo depois é que se resolve demitir?

A verdade é que o homem demitiu-se (ou foi demitido). Já devia o ter sido há mais tempo? Já! Até nem devia ter entrado no governo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A mensagem de Boas Festas de Pedro Passos Coelho

O dia seguinte ao de Natal de 2012, trouxe-nos mais um episódio lamentável para os lados de São Bento. Como tem sido comum no último ano e meio (se calhar até menos), o Primeiro-Ministro de Portugal voltou a contradizer-se.

Numa tentativa de se aproximar mais dos portugueses, de quem se tem afastado a cada dia que passa, Pedro Passos Coelho decidiu usar de novo o Facebook – muito em voga entre a classe política – para deixar uma mensagem a todos. Acontece que sempre que o Primeiro-Ministro tenta ficar bonito na fotografia, ainda fica com pior aspeto na mesma.

Toda a gente se deve lembrar que não há muito tempo atrás, Pedro Passos Coelho afirmou de boca cheia que os portugueses estavam habituados a viver acima das suas possibilidades e que tínhamos de ficar mais pobres para podermos pensar num futuro melhor (já aqui há um paradoxo). Perante estas palavras, principalmente a primeira parte, eu até estou de acordo com o homem; isto porque muita boa gente andou a viver à rico quando não tinha possibilidades para tal. Mas estes não são todos os portugueses!

Esta ideia de Pedro Passos Coelho até tinha fortes possibilidades – ao contrário de muitas outras – de ser aceite na sua generalidade. Tirando a ideia de que para se ter uma vida melhor no futuro é preciso empobrecer (quem é que pode ter uma vida boa se ficar pobre?), a ideia de que se viveu além das possibilidades começava a fazer com que as pessoas se consciencializassem de que era mesmo assim, onde o próprio Estado era um exemplo célere desse despesismo além das posses.

Acontece que Pedro Passos Coelho, gostando muito de ser polémico, decide voltar à carga e na tal dita mensagem afirma: “Este não foi o Natal que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram. Muitos não conseguiram ter a família toda à mesma mesa. E muitos não puderam dar aos filhos um simples presente.”.

Vamos lá esclarecer uma coisa: se o senhor disse que estávamos a viver acima das possibilidades? Também não afirmou que se tinha de empobrecer? Este Natal – com a sua ajuda – foi exatamente aquilo que o senhor afirmara ser o melhor. Gente com pouco dinheiro para comer e dar de comer aos familiares (principalmente aos filhos), gente que não tem dinheiro para dar um mimo aos filhotes, e, gente que não foi capaz de reunir a família à mesa impulsionando assim o verdadeiro espirito do Natal.

Corta nos subsídios de Natal e de férias, corta nos ordenados, corta nas pensões sociais, aumenta drasticamente os impostos sobre os rendimentos e sobre o consumo, encarecendo assim os bens transacionáveis e afundando não só as famílias que ficam sem dinheiro para comprar mas também as empresas e o comércio porque não têm quem compre. Agora vem dizer (com um tom angélico e de quem é muito amigo dos portugueses) que este Natal não foi o que merecíamos??!!

Por fim, faz um apelo a que se sinta orgulho pelos sacrifícios feitos. Que ser humano, no seu perfeito juízo, tem orgulho em fazer sacrifícios obrigado pelo governo e com isso estar a penar?   

Deixo-lhe aqui um conselho. A partir de agora, antes de falar ou escrever publicamente, não se atreva a abrir a boca ou a escrever o que seja. É que como diz o povo: sempre que abre a matraca ou entra mosca ou sai mer**.

E já agora, abstenha-se de tratar os portugueses como “amigos”, porque 95% deles – não digo 100% pois ainda há quem o defenda – já não o pode ver à frente.

Outra coisa, achei demasiado pindérico da sua parte assinar a mensagem conjuntamente com o nome da sua esposa. Também não será assim que conseguirá repor a imagem perdida perante os portugueses.

Nota: para quem quiser ler a mensagem de Pedro Passos Coelho, tem aqui a ligação: https://www.facebook.com/pedropassoscoelho/posts/10151394557387292

sábado, 29 de setembro de 2012

Os insultos de quem nos governa.

Desde que me lembro da minha existência, nunca vi um governo a ser tão insultuoso para com a população do seu país como este último de Pedro Passos Coelho.

Logo nos inícios do seu mandato e quando começou com a já famosa austeridade (custe o que custar) além do estabelecido no memorando da "Troika", que membros do governo têm mostrado um desrespeito sem procedentes com o povo português, muitos destes que elegeram Pedro Passos Coelho para Primeiro-Ministro e como uma esperança renovada depois de um governo de José Sócrates que deixou muito a desejar.

Começou logo com o apelo aos jovens para emigrarem para outros países. Perante tal apelo, o governo deu sinal que não seria capaz de dar conta do recado e tirar o país da situação caótica em que estava metido. Aqui, deu-se logo uma machadada na esperança de um povo que desejava sair do buraco em que o tinham metido. Acho que para um responsável politico a quem lhe foi confiada a missão de governar Portugal, não fica nada bem proferir uma coisa destas. Sabe-se muito bem que quem vai para fora dificilmente regressará ao país de origem pois lá fora ganha-se mais, tem-se melhores condições de vida, ou seja, andamos a investir na formação académica dos nossos jovens e depois mandamo-los para que outros países rentabilizem e tirem proveito (financeiramente) dessas qualificações? Será que o governo pensa que os portugueses vão trabalhar para fora e depois mandam as poupanças para cá? Está tão iludido… Finalmente, o que Portugal precisa é que se criem condições para que os seus cidadãos criem riqueza para erguermos o país de modo a tirá-lo do fosso em que está metido.

Depois deste triste episódio que foi o mandar o povo para fora e quando as medidas austeras começavam a fazer mossa no “coiro” dos portugueses, eis que surge mais um episódio de deitar as mãos à cabeça: Vem o Primeiro-Ministro, chamar piegas aos portugueses. Ora bem, que o povo luso gostou sempre de andar a chorar pelos cantos (muitas vezes sem razão) é verdade mas sempre ouvi dizer que quem não se sente não é filho de boa gente; como tal é natural que um povo ao sentir-se oprimido, muitos com dificuldades enormes para sustentar as suas famílias, é legitimo que se queixe. Que moral tem um Primeiro-Ministro, responsável por essa “coça” que o povo tem levado, de chamar piegas a quem dá o seu corpo ao manifesto para sustentar com os seus impostos as mordomias do Estado? A maioria das pessoas não é masoquista, quando leva no corpo e dói, só tem de protestar.

Quando parecia que os insultos directos tinham terminado, eis que surgem mais dois da boca de responsáveis governativos. Um nem tanto, mas já lá vamos.

Num momento onde a contestação ao caminho escolhido para governar o país, é cada vez mais ruidoso; vem um Ministro a público falar da lenda da Cigarra e da Formiga para de uma forma pindérica, dizer que o povo português é preguiçoso chamando-lhes Cigarras. O senhor Ministro esquece-se é que é graças a elas que recebe um ordenado chorudo ao fim de todos os meses; ordenado esse que muitas dessas Cigarras não se importavam de ter mesmo a trabalhar como Formigas…

O último episódio desta saga (até ver), veio da voz de um dos mais influentes Conselheiros do governo. Este senhor de nome A. Borges, supostamente um conceituado economista que foi convidado a abandonar o cargo que ocupava no FMI, vem chamar ignorantes aos empresários que criticaram a medida – inteligente, segundo ele – de mexer na TSU. Ora bem, ignorante parece ser esse tal A. Borges porque não teve a capacidade intelectual para ver que o que era contestado era a subida da referida TSU para os trabalhadores e não a descida para as empresas… é perfeitamente natural que os empresários ao verem que as pessoas iam ficar com um poder de compra bem mais reduzido que eles iriam vender/produzir menos devido à fraca procura. Não é preciso ser-se muito inteligente para se perceber que o efeito pretendido – estimular a competitividade e dando origem a mais emprego – ia ser o contrário e consequentemente o Estado iria lucrar bem menos com a retenção de impostos como o IVA ou IRC. Se a procura for menor, os proveitos para as empresas também seria menor assim como as receitas para o Estado. Será preciso ter formação académica na área da Economia para se perceber qual seria o resultado?

Como não bastasse, além de chamar ignorantes, disse que a maioria dos empresários não passava do primeiro ano na faculdade do A. Borges. A resposta por parte do representante dos empresários não se fez tardar e foi bem à medida do senhor: segundo os empresários, A. Borges também não teria qualquer hipótese de entrar nos quadros da maioria das empresas. Porque será?

Era bom que o governo e os seus conselheiros se lembrassem que ao proferirem tais palavras, estão a insultar quem lhes concedeu o mandato para levarem o país a bom porto. Afinal quem é que gosta de ser tratado por piegas, preguiçoso ou ignorante?

As pessoas precisam de ser mimadas e não insultadas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A sociedade e a sexualidade

Há gente que tem um pavor – não posso chamar outra coisa – enorme em falar sobre sexualidade, tudo por uma questão de educação ou fruto de uma sociedade com uma mente ainda muito fechada para o século que vive.

Eu, por acaso nunca tive esse problema em abordar esse tema de forma aberta, sem o mínimo de tabus. A prova está nos meus dois livros que escrevi onde o tema "sexo" está bem presente, se no 2.º é tudo fruto e obra da minha imaginação (nada mais que isso), no meu 1.º livro fui - a meu ver - bem mais arrojado pois tive a coragem de descrever a minha primeira e única relação sexual até àquela data.

Por ser demasiado "mente aberta", já me apontaram o dedo muitas vezes, ao ponto de me considerarem um tarado. Mesmo assim, não irei nunca mudar a minha maneira de pensar e agir, até porque tenho a consciência e a certeza que estou no caminho certo.

Recentemente, descobri, via Internet no site de uma rádio, um Psicólogo muito à imagem do que eu sou. Ele tem rubricas na rádio, televisão e revistas a falar essencialmente sobre sexo; falo do Dr. Quintino Aires.

Ao ouvi-lo tenho aprendido muito mas sobretudo tenho concordado com grande parte do que ele diz e que eu já tinha essa percepção. Uma dessas ideias é que a maioria dos divórcios se dá por causa da falha na componente sexual da relação. Outra ideia defendida pelo Dr. Quintino e eu assino por baixo, é que não há amor entre um casal se não houver uma vida sexual satisfatória (e vice-versa). Amor sem sexo é o que se sente pelos pais, pelos irmãos ou pelos amigos.

Outra das coisas que leva a que haja uma certa crispação entre os casais é a falta de diálogo. Quem é que é capaz de falar com a sua cara-metade sobre as questões relacionadas com a satisfação sexual? Quem é que é capaz de dizer que gostaria de experimentar determinadas posições novas? Quem é que é capaz de dizer à/ao sua/seu parceiro que não gosta de algo que não faz? Tem capacidade de dialogar com o seu amor sempre que há um problema?

Convido-os a ver o vídeo que se segue e meditem.


A todos que acham que devia ser mais contido e não falar tão abertamente sobre sexo, apenas respondo com algo que é dito no fim do vídeo atrás mencionado: apenas limito-me a cumprir a lei. eheheheh

Os tabus têm que ser derrubados.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A palhaçada dos "Ídolos".

Eu nunca fui adepto do programa Ídolos da SIC. Um dos motivos, foi sempre a arrogância de alguns elementos do júri e por fazerem de quem se sujeita a enfrentar as câmaras, os bobos da corte e serem "enxovalhados" na praça pública quando a estação podia (e devia) evitar isto.

No que toca ao júri, motivo pela qual estou a escrever este post, assistiu-se há pouco tempo a mais um triste episódio do Sr. Manuel Moura dos Santos. Esse tal que se julga um expert da música.

A irmã da conhecida Luciana Abreu, Ana de seu nome, foi uma das muitas concorrentes que arriscaram a ir aos castings do referido programa televisivo. Humildemente e sem se agarrar ao facto de ter uma irmã conhecida a nível nacional, arriscou foi prestar provas.

Tal como todos, a Ana não conseguiu afastar o nervosismo inerente ao evento. Teve uma prestação pouco conseguida, é certo, mas acho que o alarido que o tal “expert” fez é que era de todo desnecessário.

O problema, é que pegando noutras prestações da Ana vê-se que ali pode estar uma grande cantora portuguesa. Não lhe falta nada, e de certeza que o que a Ana precisa é de pessoas parvas como o Manel Moura dos Santos. Pois se der com gente deste tipo, é certo que a Ana Abreu não vai a lado nenhum.

Para saberem do que eu falo, vejam os dois vídeos que se seguem. O primeiro é da triste humilhação, o segundo contém algumas interpretações da Ana em sessões de karaoke. Visualizem e tirem as vossas conclusões.



Quero deixar bem claro que não estou a defender a Ana – até nem a conhecia –. Estou apenas a apontar o dedo à atitude arrogante de um senhor que tem tido créditos a mais para a classe que tem. Além disso, estou também a criticar um tipo de programa que usa as pessoas, de uma forma muito infeliz, só para tentar angariar audiências. A verdade é que a sociedade portuguesa, o que gosta é de se rir à custa dos outros, o sucesso do programa assim o comprova. Se assim não fosse, não tinha tantas temporadas.

Também gostava de ver o tal Manel no papel de concorrente, a cantar à capela e com a pressão inerente. Será que cantava alguma coisa?

Será que a Ana pagou a factura de ser irmã de quem é?

Já agora, com tantas temporadas que o Ídolos já teve, quantos vencedores do programa conseguiram singrar numa carreira musical? Interessante, não é? Comparando com outros programas de novos talentos…

Por fim, de salientar a bela resposta que a jovem deu cá fora: “aquele senhor ainda vai ouvir falar de mim, ainda me vai bater palmas de pé.”. Uma resposta à mulher do Norte!

sábado, 17 de setembro de 2011

Os ''nossos'' políticos e a crise.

Se há assunto que eu tento evitar falar, esse é a ‘’política’’. Só que há momentos em que por mais que eu tente resistir à tentação de falar, não consigo evitar e ficar calado. Este é um desses momentos.

Sendo eu um consumidor de todo o tipo de notícias (ou que fazem passar como tal), pois gosto de saber o que se passa no mundo e em especial no meu país. Fiquei espantado com o titulo de uma alusiva à crise que o nosso país atravessa e ao discurso do Sr, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas. Diz ele que as ‘‘medidas de austeridade não são opção do Governo’’. Para que não digam que eu estou a mentir, podem consultar a notícia na página com o seguinte endereço:
Ao longo do seu discurso, o Dr. Paulo Portas, tenta a todo o custo deitar as culpas para o anterior Governo. Dizendo que foi este quem assinou o memorando da Troika e que o actual se limita a cumprir o que foi assinado com quem nos emprestou dinheiro.

Ora bem, pegando em tudo que tem vindo a público nos últimos meses, sinceramente fico completamente confuso. Ainda para mais com estas últimas palavras do Sr. Ministro.

Não vai há muito tempo que se ouviu pelo menos um membro do actual Governo (que não posso pesquisar quem foi) a rejubilar-se por estarem a tomar medidas que iam além do que foi inicialmente acordado com a Troika, o que ia fazer com que os objectivos previstos no memorando fossem mais além.

Entretanto, esta semana, surgiram notícias da existência da assinatura de um novo acorde de entendimento entre o Governo actual e a Troika, onde foram acrescentadas novas medidas de combate à divida soberana. Este novo documento também foi assinado pelo anterior Governo? Será que o fantasma Sócrates ainda anda a assinar papeis em São Bento e ninguém dá por nada??

Ainda pegando na justificação do Dr. Paulo Portas que diz que foi o anterior Governo que assinou o indesejado papel, tenho que mencionar outro detalhe que o Sr. Ministro se deve ter esquecido (que das duas, uma, ou deve ter uns ataques de amnésia de quando em vês ou come muito queijo). Ao que toda a gente sabe, o acordo celebrado entre o nosso país e a Troika foi prontamente aceite pelo PS, pelo PSD e pelo CDS/PP cujo Presidente é este ilustre senhor Dr. Paulo Portas. Quando se aceita pôr em prática algo, mesmo que não esteja lá a sua assinatura, é na minha óptica co-responsável pelo mesmo. Se não estivessem de acordo, não se comprometiam com tal coisa mesmo que chegassem ao Governo. O que não foi o que aconteceu.

É anedótico ver os nossos políticos (sejam eles quais forem), tentarem sempre sacudir a chuva do capote atirando as culpas para os seus antecessores. Quando falei que o senhor Dr. Paulo Portas sofria de amnésia, para além de me estar a referir à sua concordância com o memorando ‘’troikiano’’, estava-me também a referir ao seu esquecimento de ele também ter passado pelo Governo e esquecer-se que também ele tem a sua quota parte de responsabilidade pelo estado a que as finanças portuguesas chegaram. Será que se esqueceu que foi ele que comprou os tão badalados submarinos alemães ou então os veículos para o exercito ‘’Pandor’’? Será que queria ele fazer deste pequeno país à beira mar implantado uma potência militar mundial?? Já não me admiraria nada que fosse esse o seu desejo.

Por fim, o caso do buraco da ‘’ilha maravilhosa’’ da Madeira. Que só ela, ou melhor o seu Governo Regional, vai contribuir para que o défice nacional cresça quase um ponto percentual. Tudo isto em apenas 3 singelos anos!! Ainda dizem que o Engenhocas Sócrates em 6 anos destruiu o país? O Alberto João em 3 conseguiu dar cabo da sua ilha e ajudar a afundar ainda mais o ‘’contenente’’. Este senhor merecia uma medalha por este feito extraordinário de fazer quase o mesmo que o Sócrates mas em menos anos!! É de louvar esta capacidade do nosso amigo Alberto João.

Também é muito engraçado ver os membros do partido do Alberto João, que até aqui acusavam os rosinhas deste descalabro monumental do nosso país (não deixarão de ter alguma razão), de repente verem-se confrontados com uma situação idêntica numa região onde o poder está nas suas mãos há mais de 25 anos. Ter que engolir grande parte do que se disse é extremamente difícil não é? É caso para aplicar um ditado popular que diz que ‘’no melhor pano cai a nódoa’’. A sabedoria popular devia ser elevada a património mundial!

Quero salientar, antes de terminar este post, que tudo o que disse hoje, não tem intenção nenhuma de defender qualquer cor partidária. Até porque como digo sempre quando me perguntam sobre qual o meu partido, a minha resposta é sempre a mesma: ‘’sou um arco-íris’’. Além disso, concordo plenamente com a opinião de um fulano (não me recordo o nome) que diz que o mal do país vem já do inicio dos anos 90, altura em que as ‘’torneiras’’ da então CEE jorraram dinheiro atrás de dinheiro a fundo perdido e ser todo esbanjado a torto e a direito.

Mas a culpa não é só dos governantes dos três partidos que passaram pelo poleiro – é interessante constatar este facto: em mais de 30 anos de democracia, só passaram pelo Governo três cores políticas. Interessante, não é? –. Eu também culpo o sistema bancário que andou anos a fio quase que a oferecer créditos; culpo os portugueses por se terem deixado iludir pelas lengas-lengas dos bancos e contraíram empréstimos por tudo e por nada, sem sequer pararem para pensar se tinham ou não condições de pagar tais créditos. Não falo apenas do crédito à habitação. Houve aí uma fase que até para comprar roupa ou calçado se pedia crédito!! É claro que com o acumular de tanto crédito (e respectiva divida), a situação teria que chegar a um ponto de saturação. Ei-lo.

Ah, e já agora fiquem a saber que nas próximas eleições vou votar na Troika. Qual PS, PSD, CDS/PP, Bloco de Esquerda ou CDU (PCP e ‘’Os Verdes’’? O que está a dar é a Troika!!!