sábado, 17 de setembro de 2011

Os ''nossos'' políticos e a crise.

Se há assunto que eu tento evitar falar, esse é a ‘’política’’. Só que há momentos em que por mais que eu tente resistir à tentação de falar, não consigo evitar e ficar calado. Este é um desses momentos.

Sendo eu um consumidor de todo o tipo de notícias (ou que fazem passar como tal), pois gosto de saber o que se passa no mundo e em especial no meu país. Fiquei espantado com o titulo de uma alusiva à crise que o nosso país atravessa e ao discurso do Sr, Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas. Diz ele que as ‘‘medidas de austeridade não são opção do Governo’’. Para que não digam que eu estou a mentir, podem consultar a notícia na página com o seguinte endereço:
Ao longo do seu discurso, o Dr. Paulo Portas, tenta a todo o custo deitar as culpas para o anterior Governo. Dizendo que foi este quem assinou o memorando da Troika e que o actual se limita a cumprir o que foi assinado com quem nos emprestou dinheiro.

Ora bem, pegando em tudo que tem vindo a público nos últimos meses, sinceramente fico completamente confuso. Ainda para mais com estas últimas palavras do Sr. Ministro.

Não vai há muito tempo que se ouviu pelo menos um membro do actual Governo (que não posso pesquisar quem foi) a rejubilar-se por estarem a tomar medidas que iam além do que foi inicialmente acordado com a Troika, o que ia fazer com que os objectivos previstos no memorando fossem mais além.

Entretanto, esta semana, surgiram notícias da existência da assinatura de um novo acorde de entendimento entre o Governo actual e a Troika, onde foram acrescentadas novas medidas de combate à divida soberana. Este novo documento também foi assinado pelo anterior Governo? Será que o fantasma Sócrates ainda anda a assinar papeis em São Bento e ninguém dá por nada??

Ainda pegando na justificação do Dr. Paulo Portas que diz que foi o anterior Governo que assinou o indesejado papel, tenho que mencionar outro detalhe que o Sr. Ministro se deve ter esquecido (que das duas, uma, ou deve ter uns ataques de amnésia de quando em vês ou come muito queijo). Ao que toda a gente sabe, o acordo celebrado entre o nosso país e a Troika foi prontamente aceite pelo PS, pelo PSD e pelo CDS/PP cujo Presidente é este ilustre senhor Dr. Paulo Portas. Quando se aceita pôr em prática algo, mesmo que não esteja lá a sua assinatura, é na minha óptica co-responsável pelo mesmo. Se não estivessem de acordo, não se comprometiam com tal coisa mesmo que chegassem ao Governo. O que não foi o que aconteceu.

É anedótico ver os nossos políticos (sejam eles quais forem), tentarem sempre sacudir a chuva do capote atirando as culpas para os seus antecessores. Quando falei que o senhor Dr. Paulo Portas sofria de amnésia, para além de me estar a referir à sua concordância com o memorando ‘’troikiano’’, estava-me também a referir ao seu esquecimento de ele também ter passado pelo Governo e esquecer-se que também ele tem a sua quota parte de responsabilidade pelo estado a que as finanças portuguesas chegaram. Será que se esqueceu que foi ele que comprou os tão badalados submarinos alemães ou então os veículos para o exercito ‘’Pandor’’? Será que queria ele fazer deste pequeno país à beira mar implantado uma potência militar mundial?? Já não me admiraria nada que fosse esse o seu desejo.

Por fim, o caso do buraco da ‘’ilha maravilhosa’’ da Madeira. Que só ela, ou melhor o seu Governo Regional, vai contribuir para que o défice nacional cresça quase um ponto percentual. Tudo isto em apenas 3 singelos anos!! Ainda dizem que o Engenhocas Sócrates em 6 anos destruiu o país? O Alberto João em 3 conseguiu dar cabo da sua ilha e ajudar a afundar ainda mais o ‘’contenente’’. Este senhor merecia uma medalha por este feito extraordinário de fazer quase o mesmo que o Sócrates mas em menos anos!! É de louvar esta capacidade do nosso amigo Alberto João.

Também é muito engraçado ver os membros do partido do Alberto João, que até aqui acusavam os rosinhas deste descalabro monumental do nosso país (não deixarão de ter alguma razão), de repente verem-se confrontados com uma situação idêntica numa região onde o poder está nas suas mãos há mais de 25 anos. Ter que engolir grande parte do que se disse é extremamente difícil não é? É caso para aplicar um ditado popular que diz que ‘’no melhor pano cai a nódoa’’. A sabedoria popular devia ser elevada a património mundial!

Quero salientar, antes de terminar este post, que tudo o que disse hoje, não tem intenção nenhuma de defender qualquer cor partidária. Até porque como digo sempre quando me perguntam sobre qual o meu partido, a minha resposta é sempre a mesma: ‘’sou um arco-íris’’. Além disso, concordo plenamente com a opinião de um fulano (não me recordo o nome) que diz que o mal do país vem já do inicio dos anos 90, altura em que as ‘’torneiras’’ da então CEE jorraram dinheiro atrás de dinheiro a fundo perdido e ser todo esbanjado a torto e a direito.

Mas a culpa não é só dos governantes dos três partidos que passaram pelo poleiro – é interessante constatar este facto: em mais de 30 anos de democracia, só passaram pelo Governo três cores políticas. Interessante, não é? –. Eu também culpo o sistema bancário que andou anos a fio quase que a oferecer créditos; culpo os portugueses por se terem deixado iludir pelas lengas-lengas dos bancos e contraíram empréstimos por tudo e por nada, sem sequer pararem para pensar se tinham ou não condições de pagar tais créditos. Não falo apenas do crédito à habitação. Houve aí uma fase que até para comprar roupa ou calçado se pedia crédito!! É claro que com o acumular de tanto crédito (e respectiva divida), a situação teria que chegar a um ponto de saturação. Ei-lo.

Ah, e já agora fiquem a saber que nas próximas eleições vou votar na Troika. Qual PS, PSD, CDS/PP, Bloco de Esquerda ou CDU (PCP e ‘’Os Verdes’’? O que está a dar é a Troika!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Onde anda a crise afinal?

Desde que se houve falar da crise económica que afectou o mundo e, principalmente, o nosso país, que eu sempre disse que era tudo mais boatos que outra coisa. A verdade é que esses boatos (cada vez mais me convenço que o são) serviu para nos amedrontar a todos e para justificar algumas trafulhices de certos patrões, não só para com os seus empregados mas também para com o Estado.

A verdade é que a partir de 2008, altura em que se começou a falar da suposta "crise", tenho observado, lido e escutado tudo o que se desenrola à minha volta, eu já era assim mas com o facto de ter entrado no mestrado de Sociologia, ainda mais atento fiquei à televisão, aos jornais, à internet e fundamentalmente ao dia-a-dia das pessoas. Confesso que tenho me rido à brava com as conclusões que tenho tirado.

Vi e ouvi ao longo dos últimos dois anos, muita gente a queixar-se que as coisas estavam más, que tinham que poupar senão o dinheiro não chegava. Eu, na minha boa fé, lá acreditava que as coisas não estavam realmente muito famosas. Acontece, que apesar de tantos queixumes, não vi mudanças radicais no dia a dia dessas mesmas pessoas; continuavam a comprar o que bem lhes apetecia, outros a irem almoçar/lanchar/jantar fora diariamente quando antes já o faziam, eram poucos os casos que via a conter-se na despesa. A realidade é que continuava a ver e a ouvir "choradeiras" que não havia dinheiro e que tinha que se apertar o sinto.

Chegou o verão e eu pensava que iam todos ficar em casa a poupar o dinheiro que supostamente não chegava para as despesas do dia a dia. Nas boas da verdade, começo a ficar estupefacto quando começo a ver notícias tipo: "Algarve tem mais turistas portugueses que nunca" ou "portugueses estão a viajar mais para o estrangeiro para passar férias". Ainda mais espantado fiquei quando ouço gente que até há meia-dúzia de dias atrás diziam que não tinham dinheiro, a informar que iam ou foram de férias para tal sitio. Perante tal situação, apetecia-me mesmo perguntar-lhes: «saiu-lhe o Euromilhões?» naturalmente que iam dizer que não e perguntar o motivo da minha pergunta, a minha resposta não poderia ser muito diferente desta: «então até há bem pouco tempo, dizia que estava mau que era preciso poupar e de repente já tem dinheiro para ir de férias?».

Mas a admiração não fica por aqui. Notícias tipo "Venda de carros de luxo, sobem em Portugal", ou a mais recente que vi onde diz que a primeira loja do país de venda exclusiva de produtos Apple facturou cerca de 40 mil euros só no primeiro dia.


Poderia estar aqui o dia inteiro a dar mais exemplos como o caso dos partidos políticos que fazem um alarido de todo o tamanho para informarem que decidiram baixar 5% ao ordenado dos funcionários de apoio ao grupo parlamentar, mas ninguém os ouve a dizer «vamos propor a redução dos ordenados de todos os deputados, de todos os membros do governo e todo o pessoal que serve o Presidente da República (ele incluído)»; outra coisa irritante foi o chumbo de quase todos os partidos da proposta de redução do número de deputados que alguém fez.

É por estas e por muitas outras que eu pergunto: Crise? Onde está ela?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Gripe A, a gripe projectada.

Há quase cerca de um ano que estamos a ser bombardeados todos os dias com notícias sobre a gripe mexicana ou a gripe suína.

Segundo essas mesmas notícias, os primeiros casos de gripe surgiram nos porcos mexicanos e depressa passaram para os humanos, isto em Março/Abril de 2009. Acontece que há uns dias atrás, andava eu a navegar pela Internet quando vejo uma notícia que me fez pensar e muito: Segundo a sub-directora geral de saúde a gripe teve três anos de preparação. Mesmo quem não tem muitas capacidades de raciocínio, a primeira coisa que pergunta é: Se a gripe A só apareceu este ano como é que o raio da vacina já tem três anos de preparação?

Perante esta notícia será que ainda há quem duvide que isto tudo foi uma forma de enriquecer ainda mais os cofres das farmacêuticas e também uma forma de "arrumar" com alguma população mundial? A regra é simples, alastrar o pânico através dos meios de comunicação e assim vender Tamiflus e vacinas com força.

A famosa gripe das aves foi uma tentativa frustada de alarmar a população e vender fármacos; como não conseguiram atingir o objectivo, toca a lançar outra peste.

A ganância pelo dinheiro é o que irá destruir o nosso mundo...

Para quem quiser ler a notícia... carregue aqui.

sábado, 28 de março de 2009

A capacidade das crianças e a incapacidade de alguns adultos.

Ao longo dos anos sempre achei que as crianças são os seres com maior capacidade de raciocinar sobre a forma como as coisas são na sua verdadeira essência. Ao verem que não dá para atingir de uma maneira determinado objectivo, partem logo para uma alternativa que está na maioria das vezes mesmo ali ao lado e à vista de todos.

Esta introdução serve de ponto de partida para tocar num assunto que para mim é deveras interessante e que quero partilhar com o mundo.


Quem me conhece, sabe que eu não consigo fazer nada com as mãos, nada mesmo. O mais interessante é que há gente adulta que me conhece praticamente desde que eu nasci, que sabem muito bem quais as minhas limitações, o que sou capaz e como consigo fazer mas apesar disso, quando me querem dar qualquer coisa direccionam-se logo para as minhas mãos ficando (mesmo assim) alguns minutos à espera que eu pegue com as minhas mãos o que me querem dar. Muitos acabam por desistir de me dar, ou então pousam o objecto o mais próximo de mim dizendo “depois diz aos pais que isto é teu”.


Mais grave é quando algumas pessoas ao verem que eu não pego, agarram à força uma das minhas mãos para colocarem o que me querem dar. Naturalmente que nas maiorias das vezes, passados alguns segundos, deixo cair o objecto; vendo o bem no chão, apressam-se a apanhar e muitas das vezes (um pouco zangadas) repetem a mesma asneira.


Em sentido oposto estão as crianças. Há uns dias atrás voltei a reviver uma experiência única e que me toca profundamente o coração.


Estava eu no bar que a minha família está a explorar, quando vejo a entrar um miúdo (que tem 4/5 anos) que mora mesmo em frente. A mãe dele foi tomar café lá e ele acompanhou-a, mas antes tinha ido à pastelaria do lado buscar um saquinho de gomas. Depois de dar umas corridas, o Filipe vem a correr para a mesa da mãe, onde tinha as gomas, e diz à mãe: “Mãe, vou dar uma goma ao Nuno”. Eu sorri com esta atitude. Veio a correr para mim e só diz uma única vez “pega”. Olhou para mim e viu-me de boca aberta – fiz isso para ver a reacção dele – e o nino não tem mais, mete-me a goma na boca mesmo antes da mãe lhe dizer que ele tinha de me meter à boca. Este acto ganha maior destaque se eu disser que a minha relação com o Filipe é quase nenhuma, nunca tivemos um contacto muito directo.


O caso do Filipe é apenas um dos muitos casos pela qual já passei, tanto com crianças mais novas como mais velhas que ele.


Ainda bem que há crianças neste mundo…

segunda-feira, 9 de março de 2009

Uma marca portuguesa mas feita em Espanha.

Estava eu hoje a comer um pãozinho com uma manteiga de marca nacional e pertencente a um grande grupo lácteo português, quando me dá para ir ver o que dizia a embalagem. Qual o meu espanto quando vi que a marca portuguesa de um grupo português era na realidade feita na filial espanhola do mesmo grupo.

O meu espanto prende-se a vários factores que têm ocorrido nos últimos anos até aos nossos dias. Primeiro a origem deste grande grupo português (com a junção das três maiores marcas nacionais) foi para combater uma multinacional que apostou forte no mercado português, praticando preços mais baixos tudo porque comprava o leite mais barato lá fora com destaque em Espanha. Para combater esse gigante e evitar que ele tomasse de assalto os consumidores e produtores de leite nacionais, as três marcas juntaram-se dando origem a um único grupo económico que combatia não só esse gigante, mas também a vinda de leite externo e que segundo eles era de pior qualidade que o nosso.


Perante esta situação surge-me uma dúvida, o leite espanhol já é melhor que o nosso ao ponto de se construir fábricas no vizinho para produzir produtos que serão vendidos do lado de cá?


O outro ponto que me causa confusão na minha humilde massa cefálica, tem a haver com a actual crise mundial e o crescente número de desemprego em Portugal. Porque é que esse tal grupo económico português que há uns anos se defendeu dos estrangeiros por se considerar patriota, em vez de levar as fábricas para Espanha não as construiu cá dando emprego aos portugueses e não a espanhóis? Será que os espanhóis trabalham mais barato que os portugueses? Sinceramente não acredito.


Esta situação faz-me lembrar uma dita marca que se orgulha de dizer que o seu licor é o licor de Portugal e na verdade o álcool que utiliza vem directamente de Espanha. Enfim, somos muito patriotas...

sábado, 7 de março de 2009

Dia da Mulher, será necessário?

Amanhã é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Tenho pensado se realmente faz sentido celebrar o dia nos nossos tempos. Desde sempre que as mulheres lutaram para que houvesse igualdade entre os sexos. Essa igualdade foi sendo alcançada aos poucos e com muito esforço mas merecida.

É certo que ainda existem muitos sectores da sociedade onde é proíbida a entrada de mulheres, mas à medida que a sociedade evoluí essas barreiras ideológicas vão desaparecendo.


A ideia de haver um dia dedicado à mulher, surgiu na necessidade de celebrar as coisas boas que as mulheres fizeram e fazem. Mas será que um dia apenas chega para relembrar os feitos da mulher? Basta lembrar que para cada um de nós andar neste mundo, foi necessário uma mulher andar connosco nove meses na barriga. Porque não se celebra o dia da mulher todos os dias do ano?


Será que o facto de haver um dia dedicado ao sexo feminino não se torna um acto de desigualdade entre sexos? Sim, porque dá a sensação que o feminino só é lembrado uma vez por ano (o que não é justo). Em nome da igualdade, defendo que o dia 8 de Março seja abulido do mapa dos dias internacionais.

Politiquices.


Ao longo da minha vida, sempre tive curiosidade em saber mais sobre tudo o que me rodeia para assim perceber em que mundo vivo, que tipo de pessoas posso encontrar, e, no caso de ter uma conversa mais elaborada saber o que argumentar.

Uma das áreas que sempre me deu mais "nós" à cabeça, mas ao mesmo tempo a que mais me faz rir, foi sempre a política. Nas alturas de debates (principalmente na Assembleia da República), dá-me um gozo enorme ver esses politicoides que mais parecem galos a picarem-se uns aos outros a defender as suas ideias com tudo o que têm e não têm mesmo que essas não tenham lógica nenhuma ou traga benefícios para quem os elegeu.
Mas não são só os debates que me dão vontade de rir. Outra das coisas que me dá vontade de rir com toda a satisfação são as promessas feitas pelos politicoides. Promessas que muitas das vezes não são cumpridas.

Há cerca de um ano e alguns meses, mais precisamente no dia 8 de Dezembro de 2007, perante mais de duas centenas de pessoas e na apresentação do meu livro, o Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara de Amarante (que não vale a pena dizer o nome), talvez para ficar bem visto, prometeu de forma clara que me dava a possibilidade de ter um emprego, para ganhar o meu dinheirozinho. Toda a gente ficou sensibilizada com tamanha oferta e com as palavras nobres que o senhor disse. Na altura faltava-me fazer uma cadeira apenas para terminar o curso, por isso não fui logo usufruir do que me foi prometido. Terminado o curso, e como estava morto por ter o meu emprego, fui ter com o Presidente e vi logo que a promessa tinha caído em saco roto. Meu dito, meu feito, começou com umas desculpas esfarrapadas, a dizer que havia outro rapaz com deficiência que também queria emprego e que já lhe tinha dito que não dava emprego e que não podia dar o dito pelo não dito…

Ora bem, que credibilidade pode ter este senhor quando ele promete algo à frente de uma multidão e depois volta atrás na promessa? Depois há a questão de ele não querer dar emprego a dois cidadãos com deficiência, pergunto: se os órgãos públicos não empregam essas pessoas, dando o exemplo à restante sociedade, como é que se pode exigir ao sector privado que integre nos seus quadros pessoas deficientes? O certo é que já passou mais de um ano e eu ainda não arranjei emprego.

A Câmara de Amarante é um belo exemplo de integração de pessoas com deficiência, não hajam dúvidas.